
ATENDIMENTO INFANTIL E FAMILIAR
Atendimento para crianças com mais de 5 anos e família. O Atendimento deve ser solicitado por pelo menos um dos responsáveis. Para mais informações sobre disponibilidade de agenda e valores consultar via WhatsApp.


Perguntas Frequentes
Primeiras Sessões
Geralmente as duas primeiras sessões serão feitas apenas com os pais, que são os detentores da demanda em nome da família e os responsáveis pela criança. O objetivo desses encontros iniciais é nos conhecermos, apresentar meu trabalho e escutar com atenção a demanda e os motivos que os levam a buscar psicoterapia para seu(s) filho(s). Muitas vezes, uma única sessão não é suficiente para esclarecer esses pontos, por isso essas primeiras reuniões podem se estender para três ou até quatro encontros.
Como mencionado, dou preferência para que a primeira sessão ocorra apenas com os pais, sem a presença da criança, para que possamos conversar abertamente, sem preocupações com o que é dito diante dos filhos. No entanto, isso não é uma regra: analiso cada caso e permito que os pais tragam a criança desde as primeiras sessões, se assim sentirem necessário.
No caso de pais divorciados que não desejam contato entre si, peço para que cada um participe de uma sessão individual antes de eu conhecer a criança, para que ambos tenham igual oportunidade de diálogo comigo, se assim desejarem. Depois disso, avaliamos juntos a inclusão ou não da criança nas sessões seguintes.
Após esse primeiro contato com os responsáveis, se houver comum acordo para dar continuidade ao processo, farei uma ou duas sessões iniciais com a criança.
Não é possível determinar com exatidão quantas sessões serão necessárias para esclarecer a demanda e definir se a psicoterapia infantil é a abordagem mais adequada, ou se devemos considerar terapia familiar ou mesmo individual com outro membro. Contudo, para fins de planejamento, costumo considerar que a fase inicial pode se estender de cinco a dez sessões, envolvendo pais e filhos — desde o primeiro contato até as sessões devolutivas com a família. Mas isso não é uma regra, seguiremos um modelo orgânico que respeitará a demanda de cada família e o quanto cada um deseja permanecer em terapia.
Após essas primeiras sessões, podemos ou não dar continuidade a uma psicoterapia infantil propriamente dita. Dessa forma, teremos mais clareza sobre o que esperar do processo e como ele se desenvolverá. Em alguns casos, ficará evidente que a psicoterapia infantil pode não atender à certas expectativas e que talvez esse não seja o melhor caminho no momento. Poderemos então optar pelo encerramento, seguir com orientação familiar em sessões pontuais ou iniciar psicoterapia individual com outro membro da família.
Continuidade e Sessões Devolutivas
Após as primeiras sessões, a demanda da família ficará mais clara, e poderemos seguir com uma psicoterapia mais direcionada — caso seja algo pontual — ou com uma psicoterapia aberta/livre. Nesta segunda, vamos trabalhar aspectos mais profundos, que exigem mais tempo para serem elaborados com crianças, como adoecimento psicológico, dificuldades diversas e sofrimentos mais intensos.
Em geral, são realizadas mais sessões com a criança, e depois de um tempo fazemos devolutivas com os pais. Esse processo costuma levar de 10 a 20 sessões, mas isso também não é uma regra. As sessões com a criança serão semanais, e com os pais, conforme a necessidade de cada caso. Aqui não há fórmulas fixas; tudo será ajustado de acordo com a dinâmica e as particularidades da família.
As sessões devolutivas serão pautadas na articulação entre a demanda trazida pela família, minhas observações sobre o funcionamento da criança e como isso se relaciona — ou não — com a questão familiar, além de algumas sugestões práticas que os pais podem adotar na tentativa de resolver dificuldades pontuais. Chegar em uma resolução nem sempre é possível em pouco tempo, então ao longo desses primeiros meses a família irá reavaliando até onde deseja seguir e quais novas questões a psicoterapia pode trazer à tona.
Por exemplo, é comum percebermos que as questões da criança estão ligadas a questões dos próprios pais. Nesse momento, conversamos sobre o quanto os pais desejam se envolver no processo psicoterapêutico — seja fazendo terapia também, seja mantendo o foco apenas na criança — ou até mesmo se preferem interromper o processo.
É importante lembrar que estamos falando do início de uma psicoterapia. Algumas demandas podem ser resolvidas ou amenizadas em poucas sessões, ou seja, nos primeiros dois meses. Outras, porém, vão precisar de um trabalho mais consistente, para o qual recomendo pelo menos seis meses de acompanhamento caso a família esteja de acordo e possa permanecer por mais tempo.
Por que Semanal?
A frequência semanal é importante porque dá continuidade ao processo terapêutico. Estar em contato regular permite acompanhar emoções, pensamentos e acontecimentos mais de perto, o que ajuda no aprofundamento do trabalho.
Além disso, o vínculo, a confiança e a segurança entre paciente e terapeuta vão sendo construídos com o tempo e com a presença constante. Intervalos muito longos podem dificultar esse processo e fazer com que questões importantes se percam.
Vale pensar: quanto tempo alguém precisa conviver com você para realmente te conhecer? Não se trata apenas de ouvir fatos, mas de perceber nuances, repetições, silêncios e coisas que, muitas vezes, o próprio paciente ainda não percebeu.
E quanto tempo você acha que precisaria para confiar a ponto de falar sobre segredos, vergonhas ou situações difíceis? A regularidade e o vínculo ajudam exatamente nisso.
Neste momento eu priorizo trabalhar com pacientes semanais mas, caso não seja uma opção para você, entre em contato via WhatsApp para conversarmos se existe possibilidade de você trabalhar comigo em outra frequência.
Diferença no valor por sessão ou valor fixo mensal
Trabalho com duas formas de pagamento. A primeira é por sessão, em que o paciente paga apenas pelas consultas realizadas ou desmarcadas com menos de 4 horas de antecedência. A segunda é o plano mensal, com um valor fixo por mês, mais acessível quando comparado ao valor por sessão.
No plano mensal, o pagamento se mantém mesmo em meses com férias, feriados ou faltas pontuais minhas ou do paciente. Isso acontece porque o horário fica reservado exclusivamente para aquela pessoa. Essa organização me permite oferecer um custo mensal reduzido com psicoterapia, que se mantém enquanto o horário estiver reservado para aquele paciente, já que eu não vou colocar outra pessoa no mesmo horário. Para saber mais, vá no Menu Inicial -> Psicoterapia, e selecione Valores ou entre em contato.
"Se na Gestalt-terapia entendemos que o desenvolvimento e a construção da criança se dão na relação (Aguiar, 2001) e, por causa dos ajustamentos criativos (Perls, 1977) que se fazem necessários, ela estabelece formas empobrecidas, repetitivas e pouco satisfatórias de interação com o mundo, o processo terapêutico, que tem como fio condutor a relação terapêutica, se apresentará como uma alternativa para a reconstrução e/ou reconfiguração de seus padrões de relação com o mundo.
Desse ponto de vista, a relação terapêutica é percebida como o próprio instrumento da psicoterapia (Ribeiro, 1991), ou seja, um fenômeno interativo facilitador da emergência de formas mais saudáveis e satisfatórias de interação com o meio."
Aguiar, Luciana. Gestalt-terapia com crianças: Teoria e prática (Portuguese Edition) (p. 138). Summus Editorial. Edição do Kindle.


